A identidade visual também é uma forma de comunicação
Muitas vezes, a empresa não consegue conquistar clientes ou está com uma base de clientes estática e não entende o porquê, sendo que um dos motivos pode ser uma identidade visual que não está alinhada à estratégia de branding — que condiz com a gestão da marca. Isso porque uma marca bem-sucedida deve ser coerente no que se propõe a fazer: em seu posicionamento, comunicação, identidade verbal e visual. Desse jeito, ela evita qualquer tipo de inconformidade ou até desorganização para quem tem contato com a empresa — internamente ou externamente —, além de passar muito mais credibilidade.
Ir além do logo na identidade visual significa fazer a criação de toda a comunicação visual que a acompanha:
Tudo isso vai refletir numa comunicação padronizada da empresa e ajudar a contar a história da marca.
- Paleta cromática
- Tipografia
- Estilo fotográfico
- Estilo iconográfico
- Elementos de aplicações
- Backgrounds
- Texturas
Mas como a ID visual vai contar a história da sua marca?
Explicando de uma forma bem breve e didática, cada componente tem seu espaço e importância:Logo ou Marca gráfica
Legenda: marca mista da empresa de tecnologia Quiron, que trabalha com monitoramento de florestas através de inteligência artificial e dados de satélites.
Sabe quando dizem que a primeira impressão é a que fica? Então, o logo, ou marca gráfica, é o “carro-chefe” da identidade visual, por isso é importante que ele esteja alinhado aos propósitos e valores da empresa. Ele normalmente é composto pelo símbolo e logotipia (a parte escrita).
Paleta cromática
Legenda: Sub marcas da Gummy, agência de produção e estratégia de conteúdo, com diferentes tonalidades para cada produto.
Por mais que o gosto pessoal cause influência na escolha das cores, elas não devem ser algo que refletem apenas as preferências dos sócios. A escolha da paleta também deve ser estratégica já que as cores têm o poder de influenciar nossas percepções e estão atreladas a ideias e até emoções.
Além das tonalidades em si, fatores como a saturação, luminosidade e contraste das cores precisam ser levados em consideração ao definir a paleta.
É comum, por exemplo, que empresas da área da saúde utilizem azul ou verde, cores que remetem a este segmento.
Tipografia
Legenda: definição tipográfica da fintech Giro Pagamentos.
A fonte que sua marca irá adotar também faz parte de sua identidade, assim como o peso utilizado e quando as letras serão minúsculas ou maiúsculas. Por exemplo, na maioria dos casos, apenas pela tipografia já conseguimos interpretar se a marca é mais inovadora ou tradicional, divertida ou séria.
Além da logotipia, que pode ter uma grafia estilizada, a definição da família tipográfica da marca também reflete nas demais aplicações de títulos, textos, botões e tags.
Estilo fotográfico
Legenda: aplicação com fotografia feita para a identidade visual da Awalé, rede que conecta mulheres negras a projetos de marketing de conteúdo.
Não basta fazer a seleção de imagens apenas levando em consideração o critério de qualidade das fotos. Imagens que transmitam o contexto da sua empresa e de suas personas fazem toda a diferença e influenciam em como as pessoas reconhecem os seus produtos e serviços.
É possível definir se as fotos terão filtros específicos, recortes e até mesmo sinalizar elementos que não devem aparecer nas fotografias, como mesas repletas de papéis para empresas com soluções paperless.
Estilo iconográfico, elementos de aplicações, backgrounds e texturas
Todos esses componentes podem ser chamados de assets, que são usados para complementar a identidade visual da marca. Por exemplo: se há texturas, backgrounds, ou ícones, é possível desdobrar facilmente a identidade e mantê-la viva. Além disso, eles também ajudam no reconhecimento indireto para quem tem contato com os materiais de comunicação da empresa, como posts nas redes sociais.
Legenda: keyvisual feito para a Questum, empresa de Florianópolis que apoia empreendedores.